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Um data center é usado para armazenar as informações das empresas em um ambiente remoto, seguro e confidencial – algo necessário a todos os negócios que executam seus serviços com o uso de um computador. É ele o responsável por centralizar as operações e toda a infraestrutura de TI das empresas.

Para manter tudo sob controle e ser capaz de garantir eficiência na gestão dos dados, porém, é imprescindível que o data center tenha a segurança e confiabilidade das operações como a sua maior prioridade.

Você sabia que contar com um bom data center pode gerar valor para a sua empresa, aumentar a sua competitividade e dar um gás na produtividade do trabalho que você realiza? Veja como.

Os benefícios de um data center moderno

Mais espaço disponível na sua empresa

Ao contar com um data center que utilize a infraestrutura de hospedagem em nuvem, você poderá aproveitar as instalações da sua organização, que antes eram ocupadas por servidores físicos, para outros fins.

Além disso, à medida que a quantidade de dados a serem armazenados for crescendo, sua empresa não precisará se preocupar: aumentar a capacidade de armazenagem em nuvem não exigirá investimento algum em máquinas ou espaço físico.

Segurança para os seus dados

Uma das grandes vantagens de ter um data center moderno é ter a possibilidade de armazenar as informações do seu negócio na nuvem. Além de não precisar gastar dinheiro com máquinas e espaço, como dissemos acima, a tecnologia ainda garante a integridade total dos seus dados.

Tudo é feito automaticamente e fica guardado em um ambiente virtual, livre de riscos de danos, violações e perdas. Não há riscos de desastres naturais ou criminosos, como um incêndio ou roubos, por exemplo. O acesso a informações e a troca de dados entre os usuários, ainda, acontece de forma integrada, rápida e muito mais simples.

As vantagens de contar com a computação em nuvem são muitas e, com certeza, você vai querer garantir todas elas para o seu negócio.

Economia para o seu bolso e tranquilidade para você

Em um cenário crítico para as empresas como o atual, gastos desnecessários precisam ser eliminados imediatamente. Servidores físicos geram custos supérfluos, como consumo excessivo de energia elétrica, e exigem cuidados que podem ser suprimidos, como manutenção frequente, controle de temperatura e uso de geradores.

Nenhuma dessas preocupações existem quando você utiliza um bom data center, que não está sujeito à panes, falhas de hardware ou perda de arquivos, além de não depender do uso do ar condicionado e gerar economia na sua conta de luz. Para completar os benefícios, todas as questões referentes à manutenção da rede serão atribuições da empresa que você contratar para fornecer o serviço.

Acesso a qualquer momento e de qualquer lugar

Basta uma conexão com a internet para que o seu pessoal possa acessar as informações das quais necessita a qualquer momento e de qualquer lugar, seja através de um computador, celular ou tablet.

Assim, todos os usuários do seu data center se mantêm atualizados a respeito do que acontece dentro do seu negócio, o que, além de facilitar a compreensão das informações, ajuda a detectar com mais rapidez e facilidade quaisquer problemas ou falhas nas operações.

Quer um data center moderno e 100% seguro?

Você não tem porquê deixar as informações da sua empresa sujeitas a um sistema de dados antigo. Um data center moderno vai lidar tranquilamente com a sua necessidade, independente do volume de dados que você precise armazenar, e permitirá que as operações do seu negócio sejam realizadas de maneira muito mais rápida e eficaz.

O resultado disso será mais produtividade para as suas tarefas, menos gastos desnecessários, maior competitividade para a sua empresa e mais lucros para que ela cresça saudável e continuamente.

Para isso, adquira uma solução que seja moderna, garanta eficiência no processamento e total segurança das suas informações, além de possuir infraestrutura flexível para acompanhar o ritmo do seu negócio e a crescente demanda de espaço para armazenagem de novos dados.

Caso queira ter a certeza de que fará uma boa escolha, a maisDADOS tem um sistema de data center que garante a conformidade, segurança e sigilo das suas informações. Tudo fica armazenado em ambiente seguro e replicado nos servidores da Amazon, referência mundial em segurança em armazenagem de dados.

Quer saber mais ou solicitar o serviço? Fale conosco! Nosso time é especialista em implementação e gestão de banco de dados e vai adorar bater um papo com você.

oracle

Considerado por alguns o coração da era digital, o Data Center é um ambiente projetado onde se localizam equipamentos de armazenamento e processamento de dados de uma organização. Projetados com alto nível de segurança, os Data Center abrigam servidores e bancos de dados, demandando grande quantidade de informação.

Dependendo do tamanho do empreendimento, um Data Center pode acolher milhares de servidores, bancos de dados e demais componentes. Em alguns casos, esses ambientes são alojados em compartimentos ou salas de segurança contra violação e incêndios. Uma alternativa cada vez mais comum é o uso de Data Center em nuvens, que são mais práticos, pois não ocupam espaço físico e são bem mais seguros.

O Data Center em nuvem é composto por equipamentos interligados em rede à estrutura da empresa, permitindo o acesso aos dados contidos neles de qualquer lugar do mundo, a qualquer momento, de diversos equipamentos como, por exemplo, smartphones.

A infraestrutura de Data Center em nuvem oferecida pela maisDados garante uma abordagem direta ao segmento de atuação do cliente, além de serviços de TI especializados nos sistemas e aplicativos solicitados. Ficou interessado? Fale com um de nossos consultores.

Facebook anuncia seu novo Data Center

Recentemente, o Facebook anunciou a construção de seu quarto Data Center, desta vez, na Irlanda. O local escolhido foi Clonee, uma vila do condado de Couty Meath.

Este será um dos mais avançados e energeticamente eficientes Data Centers do mundo. Em Clonee, será montada uma estrutura capaz de manter ativos os serviços e os aplicativos de todos os usuários da rede social.

A expectativa é de que o Data Center seja inaugurado até o início de 2018.

 

A Commvault está crescendo em ritmo acelerado na América Latina, tendo ampliado o faturamento em 50% no ano passado e com metas de seguir nesse ritmo em 2017, por meio de presenças diretas no México e Brasil.

No Brasil, a alta está sendo estimulada pela ampliação do canal de vendas, do qual participam 74 empresas hoje (o dobro de dois anos antes), com o objetivo de diversificar o tipo de soluções que a empresa vende no país.

“Estamos no meio de um reposicionamento da empresa, que no Brasil ainda é muito associada somente a backup de dados”, explica Bruno Lobo, que assumiu recentemente como novo country manager para o Brasil da multinacional.

O novo posicionamento da Commvault, que a empresa esteve promovendo durante a sua conferência anual nos Estados Unidos nessa semana, é ser mais do que um provedor de backup, fornecendo uma plataforma para gestão de dados.

Com a proliferação diferentes softwares consumidos como serviço, e a transferência de processos para nuvens, o aspecto de proteção e gestão de dados ganha outra dimensão, abrindo possibilidades para a Commvault.

“Nós já temos casos de migração de grandes volumes de dados de on premise para nuvens no Brasil e também de nuvem de volta para on premise”, afirma Lobo, destacando que a base de clientes da empresa no país passa de 500 nomes.

Lobo é um executivo experiente no nicho de mercado de proteção de dados: foi responsável por trazer a operação da Veritas para o Brasil e também gerente de vendas empresariais da divisão de Data Protection da EMC.

Além de Lobo, a empresa contratou recentemente Simone Aguiar para o cargo de gerente de distribuição e parceiros.

A executiva tinha o mesmo cargo na VMware e também acumula passagens por distribuidoras de tecnologia como Avnet e Officer.

Em nível global, a empresa também ganhou a um ano e meio um VP para América Latina, Mike Haugen (ainda que o executivo também tenha sob suas responsabilidades o Oeste dos Estados Unidos e uma linha específica de soluções).

“Nossos focos principais no momento são a área de energia, serviços financeiros e provedores de telecomunicações, incluindo provedores de serviços de data center”, revela Haugen.

As empresas precisam prestar mais atenção à forma como gerenciam os dados coletados, zelando pela privacidade dos mesmos

2019 é o ano da privacidade. As consequências disso estão sendo sentidas no mundo todo. Em 21 de janeiro, a França multou o Google em 52 milhões de dólares por violar as leis de privacidade do continente europeu. Enquanto isso, em solo norte-americano, uma instituição chamada Federal Trade Commission (FTC) estuda punir o Facebook em USD 225 milhões pelos danos do caso Cambridge Analytica – multa recorde em ocorrências do tipo. Ainda há um longo caminho a ser percorrido. E o Brasil está dando seus primeiros passos.

A aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) colocou o Brasil na lista de países que contam com uma legislação específica para a coleta, armazenamento, uso e tratamento dos dados dos seus cidadãos. A regulação brasileira é inspirada na ‘General Data Protection Regulation’ (GDPR) que entrou em vigor na Europa em maio de 2018. A sanção de leis específicas para dados pessoais em diferentes partes do mundo é um passo natural. A cada dia fica mais evidente que o modelo predominante de uso de dados pode ser irresponsável, perigoso e até abusivo.

Jornalistas, pesquisadores, usuários, ativistas e legisladores estão cada vez mais preocupados com as consequências da metodologia presente no mercado atual, onde impera a lógica de que a privacidade é o preço que deve ser pago por serviços que oferecem personalização e comodidade ao consumidor final. O resultado são bancos de dados cada vez mais robustos que armazenam nossos nomes, rostos, e-mails, telefones, conversas pessoais, preferências, amigos, familiares, localização, voz… A lista é infinita.

É óbvio que esse grande compilado de informações chama a atenção. Ataques cibernéticos a sistemas e bancos de dados já fazem parte da rotina de qualquer empresa que conte com um acervo de dados digital. É esperado que em 2023 o mercado de segurança cibernética valha mais de 248 bilhões de dólares. A informação é do relatório Cybersecurity Market by Solution, (IAM, Encryption, UTM, Antivirus/Antimalware, Firewall, IDS/IPS, Disaster Recovery, and DDOS Mitigation), Service, Security Type, Deployment Mode, Organization Size, Industry Vertical, and Region – Global Forecast to 2023.

Mas o usuário ainda não está consciente do volume de informações que são coletadas sobre o seu comportamento todos os dias. Uma recente pesquisa da Pew Research Center revela que 74% das pessoas não sabem que o Facebook tem uma lista com seus interesses e características. O estudo, feito nos Estados Unidos, demonstra que a coleta e o uso de dados pessoais por grandes empresas de tecnologia ainda não é claro para grande parte dos usuários. Não há pesquisa similar no Brasil, mas a situação não deve ser muito diferente por aqui.

Apesar do pessimismo das palavras acima, há evidências de que nem tudo está perdido. Existem maneiras de coletar dados que proporcionem experiências personalizadas ao usuário sem comprometer o direito à privacidade. Os dados de geolocalização são um ótimo exemplo. A depender da forma que as informações são coletadas, armazenadas e utilizadas, é possível expor ou proteger a identidade das pessoas.

Templos religiosos, hospitais e comitês de partidos políticos são locais sensíveis que carregam uma conotação muito individual. Logo, por que armazená-los? Uma solução simples para as empresas de tecnologia seria traçar limites ao redor do espaço que esses locais ocupam nos mapas e criar um buraco negro. Na prática, isso significa que, mesmo que esses dados de localização sejam capturados ou acessados indevidamente, não será possível identificar as visitas naquela área.

O endereço da casa e do trabalho são duas informações que, quando combinadas, podem revelar a identidade do dono de um smartphone. Embora sejam dados essenciais para que aplicativos de ‘delivery’, boa parte dos sistemas não precisam desse nível de precisão para oferecer um serviço de qualidade. A cidade ou, em determinados casos, o bairro onde a pessoa reside ou trabalha já são suficientes para proporcionar uma experiência personalizada. Sob o ponto de vista tecnológico, é viável amenizar o grau de precisão da coleta de dados sobre os locais frequentados, preservando as informações que permitem entender o comportamento do usuário sem saber exatamente os locais visitados.

Essas informações são úteis para pesquisas que visam estudar o fluxo de pessoas em determinadas regiões para melhorar o transporte público ou otimizar a frota de táxis em uma área, por exemplo. Já as preferências do usuário de uma plataforma de ‘streaming’, podem ser úteis para apresentá-lo a novas músicas, filmes ou séries que sejam compatíveis com seus interesses. O uso de dados não é o novo mal do mundo. Eles são uma ferramenta valiosa para prover conveniência e facilitar a vida das pessoas.

O problema reside na forma em que os dados são armazenados e utilizados. A maioria das empresas não precisa de todos os dados que coletam para poder prover seus serviços. A sucessão de escândalos que envolvem grandes empresas são uma evidência de que a privacidade está longe de ser o pilar do modelo de negócio predominante no mercado de tecnologia. Há urgência no debate sobre privacidade mas, também é importante informar às pessoas sobre iniciativas que tratam as informações com responsabilidade. O uso de dados é um caminho sem volta. Investir em modelos baseados em transparência e simplicidade na troca de informações entre usuários e aplicativos é mais do que imprescindível, é uma questão de compromisso com um direito inegociável de cada pessoa: o direito à privacidade.


Fonte: IT Fórum 365

Há mais de uma década é sabido que o futuro da computação estava nas nuvens. Este futuro já chegou e bem mais rapidamente do que se esperava: o mercado global de serviços na nuvem, estimado em US$ 150 billhões, cresce cerca de 25% ao ano, segundo empresas de pesquisas. No entanto, isso não significa que ir para a nuvem – fazer a migração de dados e tarefas, de computadores locais para servidores terceirizados – seja um processo simples.

Custo e versatilidade são dois grandes fatores que atraem as companhias sobre a decisão de levar seus programas ou seus dados para uma nuvem gerenciada por uma empresa especializada. No modelo de armazenamento local, a empresa precisa fazer um investimento prévio em equipamentos, tecnologia e pessoal. A computação se torna uma utilidade, como a água ou a luz. Assim, em vez de alugar uma estrutura, paga-se pela quantidade de espaço utilizada na rede de computadores que constitui a nuvem – e a empresa pode expandir ou contrair suas operações na hora que quiser.

Esses benefícios são imbatíveis. Mas, na prática, podem retardar ou paralisar a mudança. Por exemplo, como combinar os sistemas desenvolvidos internamente com os programas oferecidos no mercado? Qual a urgência em fazer a troca, se o sistema atual está funcionando? Qual nuvem escolher? O que passar para a nuvem e o que manter em servidores da própria empresa?

Primeiro é preciso ter em mente que há vários tipos de nuvem. Também há outros tantos tipos de fornecedores, cada um com sua força, além de inúmeros tipos de configuração de trabalho – as chamadas arquiteturas de informação, que variam de acordo com as necessidades e as condições específicas de cada empresa.

Pioneirismo

Os principais provedores de serviços na nuvem são a Amazon, Microsoft, Google e IBM. Pioneira e líder do mercado, a Amazon Web Services (AWS) percebeu a necessidade interna com o comércio online. Por investir constantemente em armazenamento e processamento de dados, surgiu a ideia de alugar o espaço excedente. O negócio mostrou-se tão atraente – receita de US$ 12,2, bilhões, lucro de US$ 3,1 bilhões em 2016 – que quase todas as gigantes de tecnologia com infraestrutura potente seguiram o caminho.

A vantagem inicial e uma política agressiva de corte de preços é o que mantém a AWS na liderança do mercado de Infraestrutura como serviço (IAAS) e plataforma como serviço (PAAS). A partir do aluguel de processamento, armazenamento, bancos de dados e ferramentas de conectividade, a companhia oferece um ambiente para o desenvolvimento de aplicações. Empresas como Netflix e Instagram armazenam e operam seus filmes e fotos pela AWS. Até a CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, usa a empresa para gerenciar parte de seus dados. Muitos dos apps que usamos diariamente rodam, sem que saibamos, nos servidores da Amazon.

A concorrência

A Microsoft passou a investir fortemente no setor em 2010, com o lançamento do Azure, também com oferta de infraestrutura como serviço, com a vantagem de que grande parte das empresas já utiliza programas da Microsoft. A companhia transformou seu popular pacote corporativo Office em serviço e seus consumidores usam os softwares para criar textos, planilhas e apresentações por uma assinatura anual. Segundo a consultoria Synergy Research Group, a AWS domina mais de 40% do setor de IAAS e PAAS, contra 23% de Microsoft, Google e IBM somados.

A aposta do Google é tão séria que a empresa já afirmou que na próxima década espera que os rendimentos da nuvem ultrapassem o negócio de publicidade online, a base de sustentação da empresa hoje. Investindo desde 2008 em serviços semelhantes aos lançados pela AWS, o Google já ocupa com folga a ponta da pirâmide de serviços da nuvem, o SaaS, graças à popularidade de serviços usados por centenas de milhões de pessoas, como a plataforma de produtividade Docs e o e-mail Gmail. Seu desafio é conquistar mais espaço no rentável mercado das empresas.

Já a IBM, há décadas vende espaço e gerenciamento de dados e programas em seus grandes servidores. Embora no início tenha resistido à computação em nuvem, passou a oferecer uma experiência de “nuvem privada”, um serviço para rodar em servidores exclusivos.

No Brasil, entre os players locais há outros provedores de conteúdo e empresas de hosting que adaptaram seus serviços à computação em nuvem, porém com serviços mais caros, uma vez que há menos ferramentas e novidades e baixo investimento em infraestrutura. No entanto, elas se beneficiam de uma característica do mercado nacional, já que a legislação brasileira exige que as empresas estrangeiras tenham servidores no Brasil. A construção de data centers envolve altos investimentos, surgindo oportunidades para outras companhias alugarem espaço em seus centros de dados para que AWS e Microsoft instalem seus servidores no Brasil.

O corretor de nuvens

Com todas essas possibilidades, como escolher o destino para os dados e programas da sua empresa? O primeiro passo é avaliar as vantagens. Para a maioria das empresas com ambição de crescer, a resposta será sim. Mas não será preciso migrar tudo o que já está funcionando para um ambiente novo. É possível construir nuvens híbridas – uma mistura entre a infraestrutura privada e uma pública.

Para tomar a melhor decisão sobre onde guardar os dados e programas, o ideal é entender como se quer usar esses dados. É uma questão estratégica e não tecnológica.

As empresas, cada vez mais, precisam incorporar ao seu processo de tomada de decisões dados que pertencem a outros bancos de dados. Mesmo dentro da empresa, há sistemas que não conversam entre si, da folha de pagamentos com o CRM ou com cadastros para marketing, por exemplo. Por isso, a figura do broker de nuvem está crescendo no mercado brasileiro, auxiliando a analisar o tamanho e o tipo de operação do cliente, para indicar a melhor configuração para contratação de serviços de nuvem.


Fonte: Canal Tech

Larry Ellison, CTO da companhia, lança nova infraestrutura de cloud, com foco em segurança e sem deixar de lado as comparações com a rival AWS

A Oracle deu nesta segunda-feira (22/10) o pontapé inicial do OpenWorld 2018, principal conferência anual da companhia, realizada durante esta semana em San Francisco (EUA). Os cerca de 60 mil participantes – em sua maioria clientes e parceiros – sabem: a abertura de fato do evento ocorre quando Larry Ellison, cofundador e atualmente CTO da empresa, sobe ao palco principal. Quando o bilionário inicia sua apresentação, duas coisas já são esperadas: um anúncio de maior impacto e os tradicionais ataques à Amazon Web Services (AWS), principal player de nuvem a nível gloval, mercado que a Oracle está de olho e não esconde quem é o alvo predileto.

O fato é que a Oracle demorou um pouco para entrar no mercado de nuvem – até por isso perdeu um pouco de espaço na linha de largada, vendo concorrentes como AWS e Microsoft despontarem -, mas agora está apostando todas suas fichas na nuvem e tem aproveitado sua enorme base de clientes – são cerca de 460 mil em todo o mundo, uma grande força da fabricante norte-americana e, consequentemente, enorme fôlego para ganhar espaço também na nuvem.

No ano passado, a grande novidade anunciada anunciada por Elisson, que surpreendeu grande parte do mercado, foi o Oracle Autonomous Database Cloud, banco de dados autônomo capaz de detectar – e remediar – ameaças automaticamente, trazendo o machine learning para a operação e administração de banco de dados.

Neste ano, a novidade é um pouco menos bombástica, mas, segundo Ellison, também terá enormes impactos para a Oracle e, consequentemente, para os clientes. A bola da vez é a segunda geração da nuvem da companhia, a Oracle Cloud Infrastructure (OCI) – agora versão 2 -, que teve toda a arquitetura redefinida para garantir dois principais itens: “barreiras impenetráveis” e “robôs autônomos” – duas vertentes classificadas pelo executivo como defesa cibernética “Star Wars”. “Estou falando de uma arquitetura de hardware completamente nova para cloud”, afirmou, durante apresentação.

“O objetivo de design do Gen 2 Cloud da Oracle é uma plataforma (IaaS) segura para executar tudo. É fácil dizer, muito difícil de fazer, construir uma nuvem segura. Foi necessária uma re-arquitetura fundamental da nossa nuvem.”

O principal foco, segundo Ellison, é garantir a segurança de dados, enorme desafio para organizações diante das crescentes ameaças cibernéticas. As barreiras protegem a nuvem contra intrusos, e os robôs, por sua vez, são essencialmente automação de detecção e correção de ameaças, apostando em machine learning e inteligência artificial – algo já introduzido no banco de dados autônomo, que já é baseado nessa nova infraestrutura. “Os robôs autônomos encontram essas ameaças e as eliminam automaticamente, sem intervenção humana. São nossos robôs contra os deles (hackers)“, disse Ellison.

Máquinas independentes

Em linha com a segurança de dados, Ellison bateu fortemente na tecla de prover máquinas independentes como diferencial da infraestrutura de cloud da Oracle – um claro ataque a “outras nuvens”, no caso, claramente a AWS.

Ele disse que, na Oracle, a infraestrutura de cloud é preparada para que o cliente possa ter liberdade e mudar de nuvem quando desejar, ao contrário da AWS, que prepara modelo de negócio para “prender” o cliente.

Ainda, Ellison afirmou que a nova infraestrutura da Oracle não cria barreiras, com a garantia de uma nova rede de computadores dedicados e independentes para basicamente cercar o perímetro de nuvem.

A nuvem da Amazon, segundo Ellison, executa o código de controle de nuvem nas mesmas máquinas que hospedam os códigos dos clientes, o que, para ele, torna a arquitetura significativamente menos segura. “Nunca vamos colocar nosso controle de cloud na mesma máquina de clientes. Isso é uma vulnerabilidade para o sistema de controle de cloud”, alertou.

“Criamos um sistema separado, com máquinas separadas e que ninguém pode ter acesso (exceto o próprio cliente). Essa é a barreira impenetrável.”

Custos e performance

Para apresentar vantagens de custos e de performance, a estratégia foi também as tradicionais comparações com a rival AWS. Segundo cálculos da Oracle, apresentados por Ellison, a nova infraestrutra de cloud da Oracle é até 45% mais rápida do que a da concorrente em termos de capacidade computacional. Em termos de custos, chega a ser cerca de três vezes menor.

“O (modelo de ) preço da Amazon é simples: você move os dados e é isso. Nós queremos que você possa mover e sair.”

Nesse momento, a segunda geração da OCI está disponível para clientes de nuvem pública. No meio do ano que vem (verão no hemisfério norte), será lançada a opção de uso da nova plataforma na cloud privada. “Vamos construir no seu data center, só para você, idêntico ao que temos na nossa cloud pública”, afirmou, direcionando a mensagem aos clientes. “Com bare metal, controle de cloud, robôs autônomos e tudo mais. Para você”, adicionou.

Até o final de 2019, todos os serviços serão disponibilizados na segunda geração de cloud, para ser de fato o que a Oracle deseja: uma poderosa plataforma para suportar toda a suíte de aplicações.

O fato é que a Oracle está com força total na nuvem. Só não da para saber ao certo o quão eficaz tem sido a estratégia, por conta das recentes mudanças no relatório de resultados de cloud. Antes, a companhia costumava relatar dois segmentos: Software como serviço (SaaS); e uma combinação de plataforma como serviço (PaaS) e infraestrutura como serviço (IaaS) como outro segmento. Agora está relatando apenas uma categoria: serviços em nuvem e suporte a licenças.

Para o primeiro trimestre fiscal de 2019, encerrado no dia 31 de agosto, a fabricante informou que o segmento de serviços de nuvem e licenciamento cresceu apenas 3% ano-a-ano, ante 10% no último trimestre fiscal de 2018. A receita total cresceu 1%, para US$ 9,2 bilhões, abaixo das expectativas.

*O jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da Oracle


Fonte: Computer World

Ao usar serviços de cloud computing, é fácil perder de vista os principais riscos de continuidade de negócios. Separamos 4 elementos muito importantes para considerar quando definir nuvem para sua empresa

Os departamentos de TI estão sob constante pressão para disponibilizar novas tecnologias que permitam que a empresa mantenha dados críticos, aplicações, e processos, seguros e em funcionamento 24 x 7.

Some a isso ofertas de nuvem que permitem que a empresa terceirize parte da responsabilidade pela gestão e garantia de segurança e confiabilidade, e temos o ambiente perfeito para que a continuidade de negócios e recuperação de desastres seja deixada para segundo plano frente aos desafios do dia-a-dia de gerenciamento de TI.

Ao utilizar serviços baseados na nuvem, é fácil perder de vista os principais riscos de continuidade de negócios. Por isso relacionamos aqui 4 aspectos importantes que você deveria ter em mente enquanto utiliza cloud computing para sua empresa.

1- Continuidade de negócios é mais que recuperação de desastres

O mercado está cheio de termos como “continuidade de negócios” e “recuperação de desastres”, o que pode torná-lo confuso para os líderes empresariais. Mesmo o termo “recuperação de desastres” (Data Recovery, ou DR) leva a maioria dos profissionais de TI para o caminho errado.

Soluções de DR são normalmente apresentadas como a solução contra “cenários de desastres”. Mas, o que acontece, é que “desastres” associados a causas naturais não são o motivo mais comum para a interrupção de TI.

Falhas de software, hardware e erro humano são os principais gatilhos ou eventos responsáveis por algum tipo de interrupção no negócio.

Portanto, as empresas precisam parar de pensar apenas em desastres e começar a considerar maneiras de evitar interrupções.

2- As nuvens nem sempre incluem alta disponibilidade e/ou garantia de continuidade de negócios

A todo momento, um serviço de nuvem é entregue a partir de um Data Center. Se esse Data Center tiver problemas, seu fornecedor de nuvem pode mover suas cargas de trabalho rapidamente para um novo Data Center?

O conselho é sempre verificar como a empresa fornecedora lida com isto para poder decidir como se preparar para essa eventualidade. Muitas vezes os players de nuvem pública disponibilizam maneiras de garantir a continuidade de negócios utilizando replicação de dados em Data Centers localizados em regiões distintas.

Fique atento: este recurso não é padrão na oferta de nuvem e precisa ser configurado individualmente na maioria dos casos.

3- A localização dos servidores garante mais do que latência

A nuvem não é um lugar mágico e etéreo. O local onde seus arquivos estão armazenados fisicamente realmente importa. Porque a localização dos servidores da nuvem pode afetar a velocidade de acesso e preços.

Mas é um erro pensar em localização apenas por este prisma. Quando falamos em continuidade de negócios, localização em região diferente da principal e, eventualmente, o uso de fornecedores distintos realmente é algo a ser considerado.

4- Backup nem sempre é parte da oferta padrão

Nem todo fornecedor de nuvem oferece backup de dados armazenados dentro das métricas necessárias para o negócio de sua empresa. Alguns fornecedores sequer oferecem backup dos dados como parte padrão de sua oferta.

Por padrão, assuma que o fornecedor não oferece garantias, e verifique com o mesmo como ele lida com backup antes de definir um plano para isto.

Continuidade de negócios é um tema importante para você?

Muito se fala em inovação digital, há uma corrida desenfreada por partes de algumas empresas para recuperar o tempo perdido. Eu falo algumas empresas, por que, por incrível que pareça, tem empresas que ainda enxergam tecnologia como despesa e preferem continuar colocando suas forças nos modelos tradicionais de negócios e de vendas.

Além destas, existem empresas que enxergaram o movimento que está acontecendo e conseguem perceber que a tecnologia está mudando a forma como produtos são vendidos. Porém, estas empresas estão totalmente perdidas, querem participar mas não tem a menor ideia de como entrar neste movimento tecnológico.

A situação é crítica, pois o máximo que diretores, gestores e donos de empresa entenderam é que precisam ter um setor de Inovação Digital dentro da empresa, então contratam algumas pessoas ou remanejam alguns colaboradores, colocam em uma sala com uma placa INOVAÇÃO DIGITAL e pronto, acham que já estão alinhados com o novos tempos.

Os diretores ficam tão aliviados com a criação deste novo setor que o esquecem e voltam a fazer mais do mesmo, indignados e sem entenderem por que não conseguem atingir metas e por que a concorrência que antes era irrelevante começa a incomodar.

Este artigo foi baseado no excelente texto do Alberto Serrentino e Eduardo Terra e reflete a visão sobre a transformação digital no varejo. Vou tentar dar uma visão mais clara sobre inovação, por isso, adaptei o texto com minha opinião direcionando-a para os profissionais de TI.

A primeira coisa que precisamos entender é que clientes não se relacionam mais com canais de vendas, mas com marcas, eles transitam entre os canais físico e digital à medida em que comparam opções disponíveis e decidem onde e como comprar.

O varejo precisa ficar atento às mudanças de comportamento dos consumidores, pois é analisando os pequenos momentos de desejos, necessidades e demandas que o varejo vai construir um modelo de negócio integrado, onde é possível conhecer e entender os clientes, dominar processos, gestão de produtos e informação.

Inovação digital não é simplesmente “Marketing Digital” ou “Redes Sociais”, é uma transformação organizacional e cultural.

Inovação digital não ocorre pela implantação de tecnologias, mas pela mudança da maneira como as pessoas entendem:

Inovação digital acontece com o desenvolvimento de cultura digital. A mudança cultural deve ser uma diretriz estratégica, alinhada entre conselho e direção e descer para toda estrutura organizacional (top down). É preciso repensar o atual modelo de gestão para que haja engajamento dos colaboradores e stakeholders.

Um processo de venda não tem nada a ver com o que a direção pensa, o processo precisa ser focado nos consumidores e em como gerar mais valor para eles.

Sendo assim, inovação digital não é simplesmente um projeto, mas um aperfeiçoamento permanentemente de processos e do modelo de negócios. O progressivo amadurecimento e as boas práticas permitem consolidar fatores críticos de sucesso, que seguem abaixo:

Infraestrutura de tecnologia para inovação digital
Os diretores comerciais não vão gostar, mas tenho que dizer: muitos clientes não querem ir na sua loja, eles não se importam com o seu prédio, fachada, localização, mostruário, belos vendedores bem treinados, etc. No mundo digital, o cliente quer comprar de onde ele estiver e não quer problemas na sua experiência de compra.

Então a empresa vai precisar estar presente em todos os canais, além disso, para oferecer aos clientes esta “boa” experiência de compra o varejo precisa “enxergar” seus estoques em tempo real e em diferentes filiais e canais, precisa também reconhecer e monitorar o mesmo cliente em diferentes pontos de contato. A chamada “omnicanalidade” demanda uma forte infraestrutura de tecnologia e dados.

Resumindo você, é preciso “investir” e os investimentos em armazenagem de dados, segurança da informação, comunicação de dados entre outras iniciativas não é pequeno, mas é um elemento determinante no sucesso da transformação digital para as empresas de varejo.

Eu vejo diretores, gerente e donos de lojas olharem este cenário apavorados com os gastos enormes que vão ter que fazer em tecnologia. É compreensível, mas é preciso uma nova visão sobre este tema.

Sabe aquela porcentagem que é para investimentos, aquela ampliação de loja ou a compra de novas lojas? A empresa vai simplesmente pegar este valor e “investir” em tecnologia, pois é isso que a concorrência está fazendo.

Mobilidade
O mundo está passando por uma revolução digital impulsionada por smartphones e sua presença cada vez maior no dia a dia das pessoas.

Números do Ministério das Comunicações mostram que 55% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade (ou 96,4 milhões de pessoas) têm acesso à internet, contra 65,9 milhões no início da década.

Tão importante quanto o acesso é a intensidade e forma de uso: um estudo do Google aponta que cada pessoa busca informações em seus celulares cerca de 150 vezes por dia. Para muitos, o celular é a primeira tela, a principal forma de interação com o mundo.

Se o celular é tão presente no dia a dia, não surpreende que as principais empresas do mundo sejam companhias de negócios digitais, como Apple, Google, Amazon, Uber entre outras.

O eixo central da inovação digital está na mobilidade. É em aparelhos móveis que consumidores passam mais tempo conectados, transitam entre canais, se relacionam, se informam e que processarão a maioria de suas compras digitais (o que já acontece nos EUA, Reino Unido e China).

Aplicativos e sites móveis serão a base de comunicação, relacionamento e interação entre marcas e consumidores, dentro e fora das lojas.

O maior exemplo é o da Apple Store, no qual a plataforma Isaac permite aos vendedores gerenciar filas, consultar estoques, separar produtos, escanear itens, processar vendas, trocas e reparos, recomendar produtos complementares, vender serviços, receber meios de pagamento ou vender em outro canal.

A importância dos dados
O mundo digital desafia as empresas a basearem seus processos decisórios em dados e análises, esta mudança é cultural e demandará novas competências e habilidades. Na sede do Google, uma frase bastante citada e mencionada em reuniões diz que “os dados vencem a opinião” (data beats opinion). Por trás desta frase existe um conceito essencial para o sucesso da inovação digital: o uso de dados em todos os processos de tomada de decisão nas empresas de varejo.

Decisões sobre preço, promoções, sortimento, compras, expansão, serão cada vez mais baseadas em dados. O uso de dados exige que os mesmos sejam transformados em informação que geram decisões que por sua vez geram resultados.

Há entretanto uma barreira nas empresas de varejo: a falta de uma cultura digital. Muitas decisões são baseadas em intuição, em opiniões o que atrasa e dificulta a inovação digital. Vale lembrar que startups e as empresas “nativas digitais” não sofrem deste mal e crescem com decisões mais rápidas e precisas.

Decisões baseadas somente nas opinião e experiência dos velhos diretores é praticamente um tiro no pé. É importante investir em tecnologia e bons profissionais para ter uma grande quantidade de dados para auxiliar na tomada de decisões.

Agilidade e colaboração
Projetos e iniciativas devem ser constantes, rápidos, usando prototipagem para ganhar velocidade. No mundo digital, velocidade é mais importante que perfeição, é preciso estimular o erro correto e a capacidade de testar conceitos com velocidade e baixo risco para a empresa.

É muito difícil aprender tudo sozinho no ambiente digital, a velocidade e pulverização da inovação força as empresas a se abrirem e compartilharem, isto inclui contratar novos profissionais capacitados e aproximar-se de startups, que podem acelerar e simplificar a resolução de problemas que a burocracia das empresas estabelecidas torna mais complexos

Tecnologias para ficar de olho
Internet das coisas (IoT), realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial e machine learning desafiam o varejo a entender estas tecnologias e aplicá-las para aumento de produtividade e gerar valor aos clientes. Atualmente o que vem causando impacto é o “comércio conversacional” (conversational commerce), a união de dispositivos com reconhecimento de voz e inteligência artificial.

Plataformas como Alexa da Amazon, Siri da Apple, Cortana da Microsoft e Google Now do Google transformarão a maneira como as pessoas se relacionam e interagem com o mundo digital. A principal interface para acesso ao mundo digital será a voz, máquinas inteligentes conseguirão interpretar demandas e irão aprender na interação com o usuário.

Online para Offline – O2O
No inicio se imaginava que se lidaria com o fenômeno conhecido como “showrooming“, onde cada vez mais clientes usariam lojas físicas para pesquisas e conhecer produtos, mas fariam suas compras online pelo menor preço encontrado.

Isso ocorre sem dúvida, mas em dimensão menor que a prevista, de outro lado cresce o fenômeno inverso, o chamado “webrooming“, onde os clientes pesquisam produtos online mas continuam indo até as lojas físicas para efetuar e concluir suas compras.

Os dados de fluxo no varejo americano (lojas físicas) vêm caindo bastante, mas as vendas do varejo físico não caem na mesmo proporção o que prova a tese de que os clientes estão indo aos shoppings e ao varejo físico para de fato comprar os produtos e a Internet tem sido cada vez mais usada como fonte de pesquisa, entendimento e apresentação de produtos e serviços.

Esta relação do varejo físico com o varejo online tem sido chamada de O2O (online para offline). Exemplos simples de clientes pesquisando endereços de lojas físicas, telefone, horário de funcionamento, são cada vez mais comuns nesta relação entre o físico e o virtual.

O varejo físico tem usado mídias digitais e estratégias digitais para atrair público para suas lojas e o varejo online tem usado o varejo físico como solução de entrega de produtos, posto de trocas. Esta relação do físico com o digital deve crescer muito nos próximos anos e a aquisição da Wholefoods pela Amazon só reforça esta ideia.

Modelos de negócio
O mundo da tecnologia vem sendo transformado pela computação em nuvem e pela dominância de modelos de negócio baseados em serviços. O mundo do varejo precisa ter abertura para questionar seus modelos de negócio.

A Apple constituiu uma empresa de serviços (Apple Enterprise) que vende a terceiros a tecnologia que encanta consumidores em suas lojas; o operador de shopping centers Westfield foi pioneiro em transformação digital e montou empresa de serviços digitais para explorar o conhecimento acumulado; empresas como Staples e Best Buy vêm mudando a forma como seus negócios geram receita e resultados.

O Magazine Luiza se define como uma empresa digital com lojas e vislumbra um modelo de negócios de marketplace multicanal.

Cultura digital
Um frequente erro cometido por grande parte das empresas é acreditar que conseguirão implantar inovação digital apenas com iniciativas digitais e investimentos em tecnologia. Contratar uma agência de marketing digital, estar presente nas redes sociais ou desenvolver uma operação de e-commerce são passos importantes, mas eles fracassam caso não exista uma cultura digital sobre a qual essas iniciativas possam ser estruturadas e construídas.

Peter Drucker disse certa vez que “a cultura come a estratégia no café da manhã”.

Isso significa que, sem um trabalho forte e prévio de desenvolvimento de uma cultura digital, iniciativas digitais, ainda que boas, provavelmente irão fracassar.

E como se constrói uma cultura digital corporativa?

Uma competência organizacional gera valor percebido pelo cliente, provoca diferenciação em relação aos concorrentes e pode ser expandida. A cultura digital deve ser tratada como uma competência essencial para as organizações e precisa ser colocada dessa forma nos processos de contratação, nas iniciativas estratégicas e na avaliação dos executivos.

Para o desenvolvimento da cultura digital como competência organizacional, é preciso mergulhar no mundo digital.

Por isso, a empresa precisa fazer com que seus colaboradores (especialmente os executivos) adotem hábitos digitais como: usar o Uber, ficar hospedado pelo Airbnb, acessar conteúdos via YouTube, manter contas em redes sociais, todos são passos simples e pequenos, mas importantes para que as pessoas adotem uma cultura digital, mudem seus comportamentos, hábitos e, paulatinamente, viabilizem a transformação corporativa.

O grande desafio de uma mudança de cultura está no fato de que os gestores das empresas tradicionais são analógicos, e por isso não possuem um modelo mental digital. Em vez de “nativos digitais”, eles são “imigrantes digitais”, estão se adaptando a uma nova realidade.

Por outro lado, os mais jovens, os “nativos digitais”, não têm experiência de gestão, liderança e estratégia, mas dominam as ferramentas necessárias para implementar a transformação cultural.

Por isso, os gestores precisam aprender com os jovens e os jovens com os gestores.

Os ambientes de trabalho contribuem para mudança cultural. Espaços rotativos, ausência de salas, executivos integrados com seus times, escritórios com cara de campus universitário ou verdadeiras “garagens” são exemplos frequentes no Vale do Silício.

O ambiente de trabalho dos espaços de coworking e das aceleradoras reforçam esta ideia e startups defendem que é em ambientes assim que as ideias, a inovação e disrupção acontecem.

A mudança para uma cultura digital é um elemento determinante para as empresas de varejo e de muitos outros segmentos, nesse processo de ruptura e inovação que já começamos a presenciar e que, certamente, só veremos acelerar nos próximos anos.

Repensar a estrutura organizacional
A base de uma cultura digital provoca grandes discussões a respeito das novas estruturas organizacionais. Tomando o Vale do Silício como modelo, fica evidente que mesmo as grandes empresas têm migrado para estruturas organizacionais mais leves, colaborativas, flexíveis e com menos hierarquia, burocracia e reuniões intermináveis.

Pensar a transformação digital sem uma nova estrutura organizacional é querer construir um edifício novo em uma fundação antiga.

Talvez este seja um dos desafios mais complexos para as empresas de varejo, pois empresas com modelos mais modernos de gestão como Spotify, Google e as grande maioria das startups não têm um modelo único.

O fato é que as características mencionadas acima, colaboração, flexibilidade, leveza, velocidade e menos hierarquia estão presentes em todos os casos bem sucedidos de novas estruturas organizacionais.

Fica claro também que as mudanças nas empresas da chamada velha economia precisam ser feitas em etapas, mais no formato de “evolução” do que no formato de “revolução”. Isso para que a cultura e as pessoas possam absorver e entender o novo modelo.

Salvo nos casos nos quais o setor esteja sobre ameaça de ruptura por novos modelos de negócios, nos quais as empresas precisarão de transformações radicais para sobreviverem.

Transformação digital é muito mais abrangente que venda online e multiplicação de canais, ela envolve repensar a forma da marca se comunicar, relacionar e servir seus clientes, o desenho organizacional, a cultura da empresa e a evolução de seu modelo de negócios. Empresas como Apple, Sephora, Walmart, Magazine Luiza, Boticário, Reserva e Bob’s compreenderam o desafio.

Conclusão
Parece simples olhar para os gigantes do varejo e sugerir mudanças de cultura e na estrutura organizacional de uma empresa tradicional.

Mas, infelizmente não sou eu e outros autores que estamos dando simples opiniões sobre este assunto, esta é atual realidade do mundo em que vivemos, as tecnologias surgem e a criatividade humana direciona para o que elas serão usadas.

Sendo assim, rapidamente surgem novas maneiras de interação e soluções novas para velhos problemas.

Para o varejo e para qualquer outro setor vai ser um desafio constante, pois não é possível prever nada, não é a tecnologia em si que afeta o negócio, mas sim como os clientes e usuários utilizarão estas tecnologias para o consumo.

Neste cenário o profissional de TI passa a ter cada vez mais importância dentro das empresas de varejo, desde de que tenha competência, as habilidades necessárias e rápida capacidade de adaptação a novas tecnologias.

Eu já dei dicas sobre carreira de TI, sobre as skills necessárias e comentei sobre os recrutadores, mas não fiz isso com objetivo de defender profissionais de TI medianos. Assim como o mercado está sendo implacável com as empresa de varejo, também está sendo com os profissionais de TI que nestas trabalham.

Estamos passando por uma fase de adaptação e um conflito de gerações de profissionais, por enquanto não está sendo fácil ser um profissional de TI, mas o futuro promete.

Ótimo trabalho a todos!

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